:: o corpo antigo atravessou o sonho o corpo de pele dourada
sobre o branco que deixa aquela nuance de brilho fosco de sol vazando por entre
poros pele claríssima quando açoitada de raios renasce rósea maçã do paraíso ou de lábio virginal nunca beijado
quiçá a estrutura da primeira aurora adormece em ti e te transforma em lençol
alvo aquecido de sol a cobrir-me neste pálido amanhecer que é teu corpo e beber
as ultimas labaredas como quem encontra a energia para aquela reta estendida
além da vida pois não temos vida a não ser além da vida não somos nada antes de
alcançar a linha do sol dizem que o horizonte paira inatingível e sei que amar-te
é tocar a linha do horizonte ou encontrar aquele pote de ouro propalado ou apenas
deitar de costas em um páramo de petúnias ou campo de papoulas e cerrar pupilas
e penetrar o passado e pescar aquelas manhãs de antes e as tardes no
lusco fusco do presídio autarquia de pessoas sequestradas para ver o rosto o
olhar e ouvir a voz e beber o sorriso, sempre o sorriso ::
Bárbara Lia
Todas as tardes de maio serão tuas

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