:: todo o tempo sem a tua
pele e todas as manhãs sem o teu bom dia e aquela sensação que eu nem sabia
enquanto o mundo girava e tudo acontecia menos o essencial menos você que já
estava na minha vida e eu nem sabia e nomear este estio virulento esta
esterilidade abrupta e este tempo sáfaro vai ser sempre estranho como naquelas
gravuras onde uma silhueta vazada permeia a cena estarás sempre ali como um
presságio ou o tudo que eu não via que eu não vi e chorar isso vai ser jogar de
novo o tempo pelo ralo então eu calo então eu calo o tempo do estio bravio os
anos sáfaros em que estavas em mim e – ao mesmo tempo - ausente na superfície
das coisas pétreas ::
Bárbara Lia
Todas as tardes de maio serão tuas

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