Nunca
dançamos em garagens festas regadas
a cuba libre ao lado de samambaias esvoaçantes, twist na vitrola ou o
som da voz rançosa de Willie Nelson - Always on my mind
Nunca
atravessamos portais penetramos plantações de girassóis e nem um único girassol
virou seu rosto de luz para avisar que o amor estava na sala se abria nas
primaveras reticentes e depois se fechava triste por ignorarmos as futuras
tardes em Veneza (nunca vieram) - Gôndolas e vinho nas noites e o encanto fatal
da cidade liquida
Ignoramos
tudo meio a cifras e papéis. A guerreira
com alma de libélula e o beija-flor com alma de Baco a ultrapassar sinais
tropeçando a cada dia no invisível fio que une pessoas feitas para ser feliz, por
isso trago esse pé aos frangalhos e tua perna adoeceu...
Ainda
assim podemos imaginar danças de corpos colados em garagens nos belos anos dourados e girassóis aos milhares a iluminar a hora feliz do novo tempo de girândolas inaugurando a pirotecnia do amor mais explosivo a engendrar fogos espetaculares
de um amor sem artifícios.

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