sábado, 16 de agosto de 2025

                                                           

Nunca dançamos em garagens festas regadas a cuba libre ao lado de samambaias esvoaçantes, twist na vitrola ou o som da voz rançosa de Willie Nelson - Always on my mind

Nunca atravessamos portais penetramos plantações de girassóis e nem um único girassol virou seu rosto de luz para avisar que o amor estava na sala se abria nas primaveras reticentes e depois se fechava triste por ignorarmos as futuras tardes em Veneza (nunca vieram) - Gôndolas e vinho nas noites e o encanto fatal da cidade liquida

Ignoramos tudo meio a cifras e papéis. A guerreira com alma de libélula e o beija-flor com alma de Baco a ultrapassar sinais tropeçando a cada dia no invisível fio que une pessoas feitas para ser feliz, por isso trago esse pé aos frangalhos e tua perna adoeceu...

Ainda assim podemos imaginar danças de corpos colados em garagens nos belos anos dourados e girassóis aos milhares a iluminar a hora feliz do novo tempo de girândolas inaugurando a pirotecnia do amor mais explosivo a engendrar fogos espetaculares de um amor sem artifícios.

 

Bárbara Lia

Todas as tardes de maio serão tuas

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